segunda-feira, 29 de abril de 2013

MARDI MUSICAL - 3345 ENCONTROS PARA OUVIR MÚSICA


                              
O foco deste artigo é um pessoal fantástico, o Mardi Musical, um grupo carioca que – em mais de 70 anos, em encontros semanais  já passou das 3350 reuniões para ouvir música. A maioria das vezes com equipamento de som, porém com muitas apresentações ao vivo de artistas que viraram estrelas. Uma historia mágica nascida do amor, da amizade e do companheirismo.

O principio de tudo foi o carinho de duas esposas por seus maridos; o motivo, o amor dos maridos pela música; e a magia, a amizade contagiante de um grupo de pessoas. 

Mary (Maria Alzira) Pucheu e Maria Luiza Siffert eram grandes amigas e bem casadas, mas havia um inconveniente, seus maridos, o engenheiro Alberto Pucheu e o médico Geraldo Siffert, não se frequentavam. As duas xarás resolveram aproximá-los e acabaram encontrando um bom motivo para reuni-los: ambos gostavam de ouvir música e possuíam boas coleções de discos. Juntas promoveram um sarau musical na casa de Mary e Alberto, marcado para o dia primeiro de agosto de 1944, uma terça feira. Além dos principais convidados, Maria Luiza e Geraldo, alguns outros amigos e parentes foram convocados.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

1913 - ‘FURO’, A PRIMEIRA REUNIÃO AUDIÓFILA

Certamente é um ’furo’ na escassa História da Audiofilia. Porém fica uma dúvida: ’furo’ de novidade ou ’furo’ de falha e engano?

Até prova em contrário, a primeira reunião audiófila formalmente registrada aconteceu em Davos, Suíça, em 1913, no Sanatório Internacional Berghof, e um Prêmio Nobel de Literatura, de mãe era brasileira, escreveu o review do equipamento testado.

Exatamente na mesma Davos que, anualmente, recebe os chefes de estado do mundo inteiro para o Fórum Econômico Mundial. Pena que o Sanatório Internacional Berghof nunca existiu, foi uma ficção imaginada por Thomas Mann, Nobel de 1929, baseada numa instituição que recebia os enfermos, ricos e falantes de alemão, atacados por tuberculose ou problemas respiratórios antes da Primeira Guerra. Este grupo seleto de internos foi a plateia da audição audiófila para avaliação do fonógrafo (ou vitrola), marca Polyhymnia. Um orgulho da indústria alemã de áudio do começo do século passado.

Tudo isso está no livro A Montanha Mágica (Der Zauberberg), publicado em 1924 – um dos 100 maiores livros do Século XX, segundo o Le Monde. Aparece num curioso e curto episódio chamado ‘Abundância de Harmonia’, no sétimo capítulo do romance.

São 25 páginas que contêm um modelo premonitório dos reviews que os praticantes da sutil arte da Audiófilia se acostumaram a ler nas publicações e sites especializados. No texto modelar tem a avaliação do equipamento; a lista das vantagens do novo produto sobre os concorrentes; a descrição do inusitado som produzido pelo aparelho; a demonstração de que é superior a tudo que ouvinte já experimentou antes; e, como não poderia deixar de ser, a relação dos discos utilizados nos testes e os efeitos produzidos por cada um deles. Todavia não traz uma tabela de notas e não usa a conhecida nomenclatura e metodologia do Fernando Andrette.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

AUDIOFILIA, TEORIA DO CAOS E BORBOLETAS


Teoria do Caos
“É uma das leis mais importantes do Universo, presente na essência de quase tudo o que nos cerca. A ideia central da
 teoria do caos é que uma pequenina mudança no início de um evento qualquer pode trazer consequências enormes e
 absolutamente desconhecidas no futuro. Por isso, tais eventos seriam praticamente imprevisíveis - caóticos, portanto.”
Mundo Estranho / Abril


Vamos brincar com uma ideia?

Todos audiófilo abriga dentro de casa um complexo, maravilhoso e desconhecido Sistema Caótico: sua própria sala de som.

Vamos tentar entender como nossos setups são afetados pela Teoria do Caos?

Mesmo começando com um exemplo bem simples – Fonte, Amplificador e Caixas Acústicas – já existem nove variáveis para controlar. Isso pensando esquematicamente, porque qualquer refinamento deste modelo básico aumenta exponencialmente o número de variáveis, como coelhos quânticos copulando num universo em expansão.

Se, brincando, montarmos uma equação com essas nove variáveis, do outro lado do sinal de igual (=), precisaremos por o ‘Gosto Pessoal’, a preferência do dono. Ou seja, a mais insólita das incógnitas e também a mais complicada, que nem o amigo mais chegado entende direito.

Entretanto, é melhor não falar disso agora, vamos assumir que GP – Gosto Pessoal, é uma inconstante universal incontrolável.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

SAGA DE PIQUEROBI – CAPELA DE SÃO MIGUEL


Quando São Paulo foi fundada, em 1554, tinha três caciques: Tibiriça (Vigia da Terra) e seus dois irmãos, Caiubi (Flecha de Madeira) e Piquerobi (Lambari Azul). Talvez não fossem irmãos de sangue, mas apenas no conceito Tupi de família, que considera – vejam só – cunhados como irmãos e sobrinhos como filhos.


Tibiriça morava onde é o Mosteiro de São Bento, protegia o Norte, e, pelos tropeços da sorte, acabou  membro da Ordem de Cristo, um Cavaleiro Templário português de tanga e cocar.

Caiubi vivia no alto da Tabatinguera (a rua dos frascos e fragrâncias), vigiava o Leste, mas gostava de passear pelo Itaim, Santo Amaro e Ibirapuera.

Piquerobi não morava em lugar nenhum e não protegia nada. Devia ser o mais novo, era o guerreiro rebelde da família. Não aprovava os costumes dos brancos e se mantinha longe deles. Em 1560 brigou com os irmãos e fugiu sorrateiramente, no oco da noite, levando seu bando inteiro com ele.

Os jesuítas mandaram o andarilho Anchieta procurar a tribo perdida. O moço tinha lábia, encontrou os índios transviados lá pelos lados de Guarulhos, perto de Cumbica, lugar de nuvem baixa, que ainda não recebia avião. A região se chamava Ururaí e ficava numa belíssima curva do Rio Tiete. O padre pacificou os índios, gostou da posição estratégica da aldeia e decidiu construir uma capela dedicada a São Miguel, o arcanjo guerreiro que vence o Mal. Reedificada em 1622, é a igreja mais velha do Estado.

O Beato não conseguiu reunificar as tribos, os dissidentes resolveram ficar por lá mesmo. Quando irmãos (ou cunhados?) se desentendem, é melhor cada um morar em sua própria casa.

Briga de família nunca termina. Dois anos depois da cisão, em 9 de julho de 1562, Jaguaranho (Onça Feroz / Cão Bravo) o filho de Piquerobi, e sob seu comando, atacou e sitiou São Paulo por dois dias (o famoso Cerco de Piratininga). Alguns autores dizem que Jaguaranho foi morto pelo tio, Tibiriça, com uma espada de madeira, quando forcejava a porta da Capela do Pátio do Colégio.

Também contam que Tibiriça, antes do ataque, revelou a ameaça para o Padre Anchieta durante uma confissão. O jesuíta – hoje São José de Anchieta – quebrou o segredo do confessionário para alertar os brancos e pedir ajuda para João Ramalho.

Mais drama ainda, a resistência das mulheres foi comandada por Antônia Rodrigues, casada com um degredado lusitano, irmã de Jaguaranho e filha de Piquerobi.

Uma escura e sangrenta história familiar, merecia um morubixaba Shakespirobi para levar a tragédia para o palco.


terça-feira, 16 de abril de 2013

CD E HI-RES – NÚMEROS E COMENTÁRIOS


Nas conversas entre audiófilos sempre emerge um assunto controverso e aberto a discussões: Vinil versus CD. Quais as características, vantagens e desvantagens de cada mídia? A pendência entre as duas turmas é antiga, interminável e permanece num empate perpétuo. Existem bons argumentos dos dois lados.

O Vinil é um mundo à parte, cheio de magia e encantamento, para poucos e raros. Quando ao CD, nos últimos tempos apareceu uma nova opção muito interessante, o Hi-Res – música digital de alta resolução; de certa forma uma evolução, considerando que o CD é a origem da música digital.

Trata-se da utilização de arquivos digitais de áudios contendo músicas codificadas em altas e altíssimas resoluções, capazes de operar com volumes de dados varias vezes maiores do que o CD redbook (a norma técnica de armazenamento no Compact Disc criada junto com o mídia três décadas atrás). Como o Hi-Res exige grande capacidade de processamento, para tocar esta nova mídia é preciso ou um computador, ou aparelhos que tenham um computador embutido.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O CICLOPE DE OLHO VERDE


O Ciclope do poema ainda não é aquele que prendeu Ulisses e seus soldados na caverna; que aceitou o vinho oferecido, se embebedou e adormeceu; que teve seu único olho vazado durante o sono por um lança incandescente; e acabou a vida vagando trôpego pela ilha.

Também não é o amante apaixonado e rejeitado por Galateia, a ninfa pastora de golfinhos; que, por ciúmes,  matou Ácis, o rival, esmagando-o com uma pedra.

Na mitologia grega existe uma legião de ciclopes, de várias origens, todos seres infelizes, toscos e telúricos. Polifemo, o inimigo de Ulisses, é filho de Poseidon e da ninfa Toosa, portanto um semideus, sabedor dos desígnios e planos do Olimpo. A tragédia é que conhece seu próprio destino por antecipação, por isso sofre mais.

A primeira publicação dessa poesia foi antes da Internet, na pré história da informação, em 1977; quando o mimeógrafo e o xerox eram as tecnologias disponíveis para autores novos. Neste tempo publicava meus poemas numa revista xerocada chamada AMARELOS BOLORES, na época achávamos lindo o nome.

O Cíclope de Olho Verde foi publicado numa edição mimeografada de 20 exemplares (infelizmente não me sobrou nenhum), também distribui centenas de copias ao longo dos anos. Quem lê diz que é uma 'joinha bem lapidada', cheia de facetas e brilhos inesperados. Gosto muito desse poema, das reflexões do Ciclope acerca de seu desastre anunciado. Venho polindo o texto faz uns 30 anos.

Texto Completo: O CICLOPE DE OLHO VERDE

sexta-feira, 12 de abril de 2013

CADÊ O ADONIRAN?


Adoniran virou mito, logomarca, emblema, estandarte. Infinitamente multiplicado por todo lugar, nos muros, camisetas e esquinas. Feito a foto ultra saturada de Marilyn Monroe, de Andy Warhol.

Deve estar tatuado em muito peito e bunda por aí, igual à foto de Che Guevara, de Alberto Korda. Pena, por que quando um signo se descola do significado acaba ficando igual a um grampo ou tacha, só serve para prender no corpo a insustentável leveza dos sonhos, dos desejos e dos ideais. Vira enfeite e nada mais.

O Adoniran que PAULISTAVA a cidade era outro, era o João Rubinato que palmilhava anônimo as ruas de São Paulo até gastar a sola do sapato.

Que brincava com as dificuldades dos migrantes e imigrantes em dominar o português e, por empatia, inventou uma nova língua para eles, o ‘PAULISTÊS’.

Que corria os bairros atrás de bailes dos Nicolas, Árvaros e Arnestos e pretendia fazer uma música para cada rua onde tinha um 'chapa'.

Esse, que tratava a cidade com amor, carinho e ternura, anda desaparecido, soterrado, sumiu das lojas de discos e dos meios de comunicação. Vida dura. Ele reclamava: “Porque as rádios não tocam meus sambas? Por quê? Algum crime que fiz?” (CD Documento Inédito).





quarta-feira, 10 de abril de 2013

E SE A SÃO JOÃO VIRASSE UMA ‘RAMBLAS’...


Talvez não exista nenhum eixo em São Paulo com maior adensamento de ícones culturais e arquitetônicos do que a Av. São João, no trecho entre a Ipiranga e a Praça Antônio Prado (Prédio do Banespa).

Esquina Sampa (Ipiranga/S.João) Galeria Olido  Galeria do Rock – futura Praça das Artes (quase pronta, um mega projeto cultural) – Conservatório Dramático e Musical (agora restaurado) – Prédio dos CorreiosEdifício MartinelliPrédio do Banespa etc. e muito mais. 

Grande parte do percurso já é calçadão, o Teatro Municipal é a um quarteirão e tem uma estensão do Metro em cada ponta. Tudo isso cruzando o Vale do Anhangabaú, o ponto oficial de festas e comemorações.

A História passou por aqui. A vocação natural dessa avenida (desde o começo do século passado, quando a cidade andou para oeste) é ser o ponto de reunião, encontro e distração de paulistas e turistas.

Bastava a Prefeitura tomar algumas medidas certas: organizar, dar segurança, facilitar e incentivar, o resto o povo leva para a ‘Ramblas' - uma larga avenida de 1,2 kms de estenção, em Barcelona, onde tudo acontece.

Quem não gostaria de passear neste espaço urbano privilegiado, cheio de shows e performances, ver o que está acontecendo? Quiosques bacanas, chope nas mesas das calçadas, gente alegre passando?

Um lugar para PAULISTAR.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

68 + 2 HAICAIS SOBRE AUDIOFILIA


Audiofilia é um hobby sutil e curioso. É a arte de ouvir Música com os melhores equipamentos, as melhores mídias e nas melhores salas possíveis.

Um hobby meio compulsivo que ás vezes leva a situações limites e  interessantes. Por exemplo, não existe uma sala audiófila de som típica, todas são diferentes de vários modos  (1) pessoais / (2) comuns / (3) extraordinárias  refletem a personalidade e as opções intrínsecas dos proprietários. Podem custar de alguns milhares a alguns milhões de dólares, e nunca estão definitivamente prontas.

Obviamente, entre os participantes do hobby, existem figuras fascinantes, intrigantes e exóticas,  fanáticas, fantásticas e fabulosas  alguns dos meus melhores amigos  com histórias e reações pitorescas, incríveis e inesperadas.

Desde muitos anos frequento os fóruns do hobby, e durante dois anos publiquei, em média, um haicai por semana em dois desses fóruns. Gostei da brincadeira e resolvi fazer uma compilação.

Aqui está o resultado.

Texto completo: 68+2 HAICAIS SOBRE AUDIOFILIA
68 + 2 HAICAIS SOBRE AUDIOFILIA EM PDF 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

ESTÁTUA DE PAPEL MACHÊ


Por trás dos ombros do Chefe, dos seus cabelos grisalhos – telepaticamente – líamos a carta convite. Três parágrafos exíguos. Sem dizer uma palavra concordamos que o convite era a última volta da espiral da queda. O que faltava para completar a figura do bufão. Eu sabia, o Chefe nunca planejou nem sonhou com essa trajetória ridícula, mas cada passo o conduzia para esse desfecho pífio.

Quando foi que comecei a perceber o extravio?

Como todos, o Chefe tinha as melhores intenções. Quando estreou no palanque era um deus incandescente. Na sua voz vibravam nossas palavras, dizia o que nossa alma queria gritar.

Lembro que depois da maior das manifestações o Chefe voltou realizado para a sede, queria beber para arrefecer o fogo da História que o conduzia. Parecia um anjo maroto portador da Verdade. Exibia nos olhos utopias e esperanças.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

S. PAULO - BELEZA NOS DETALHES



Marin Alsop, regente da OSESP desde 2012, tem uma opinião interessante sobre nossa cidade. Comentou que o mais surpreendente em São Paulo não é sua grandeza, mais os detalhes. De repente virando uma esquina encontra alguma coisa linda, maravilhosa, romântica e inesperada que a encanta e apaixona.

A maestrina nasceu em Nova York  e os novaiorquinos têm outra relação com a cidade onde moram  portanto anda por aí como turista, querendo ser surpreendida. E pequenas e variadas surpresas não faltam para serem encontradas. São Paulo é a cidade da serendipidade (descobertas maravilhosas feitas por acaso). E serendipitia é uma arte que só adquire quem treina o olhar para ver com ternura e amor.

PAULISTAR é um pouco isso. É preciso caminhar pela cidade com o espírito curioso do estrangeiro. Como quem está aberto para novas paixões, novas emoções. Sampa de Caetano Veloso.

PAULISTAMOS numa urbe faceira, que vive se oferecendo e se insinuando com o carinho a delicadeza tímida de moça procurando príncipe encantado, desde dos tempos das indiazinhas de Piratininga. E deu certo, Bartira encontrou João Ramalho e gerou S. Paulo.

SP tem coisas lindas para mostrar. Infelizmente poucos se predispõe a admirar, talvez pensando em 'oropas' e 'usas'.  






terça-feira, 2 de abril de 2013

ATLANTES E CARIÁTIDES EM SP



Atlantes e Cariátides são aquelas figuras antropomórficas usadas na Arquitetura como colunas ou suportes de arcos. Quase nenhuma escola arquitetônica deixou de se aproveitar desse recurso estético. São Paulo ainda tem um monte dessas criaturas espalhadas pela cidade, meio escondidas, sujas e violentadas de diversas formas. Quanto tempo resistirá a espécie?

Um dos conjuntos mais interessantes de Atlantes fica no Edifício York, Rua São Bento, 290. Dois pares de gigantes, infelizmente desfigurados por muitas demãos de tinta.


Existe outro belo grupo – já com cores Blade Runner – no prédio do Circulo Esotérico da Comunhão do Pensamento, na rua Dr. Rodrigo Silva, 55, perto da Praça João Mendes. Quatro Atlantes gêmeos univitelinos, enredados pela fiação elétrica e resistindo contra todos os desprezos. Um deles com um braço perdido na batalha.

Cariátides também nos vigiam nas alturas, as mais bonitas estão no Palácio da Justiça na Praça da Sé. Pena que apenas dois modelos básicos  com livro e com papiro – com irmãs replicantes nas demais janelas.

Desgarrado e solitário vive um pobre Atlante no terraço de um sobrado na Rua Almirante Marques Leão, 353 – Bixiga. Aposentando, talvez por idade, sem bolsa família, não suporta mais nada, apenas olha tristonho para a rua quieta. Este Blog, compadecido, resolveu colocá-lo entre as duas belas Cariátides, para consolo e alegria, ao menos na sua fortuna virtual.



Juntaram-se ao grupo mais dois pares de Atlantes (gostam de duplas, talvez para conversar na monotonia das horas). Prestam relevantes serviços na Rua Benjamin Constante, 177, perto da Casa das Arcadas. Como eram fotogênicos e estavam limpinhos e bem cuidados, ganharam homenagem no cabeçalho do Blog em novembro de 2013.

Os Atlantes da Pinacoteca.


Um casal de Atlante e Cariátide que envelhece junto e sustenta o Palacete Nacim Schoueri, no Parque Dom Pedro / fim da Ladeira Porto Geral.
(Obrigado pela dica Alberto Viana)











segunda-feira, 1 de abril de 2013

CASA ONDE MOROU RAMOS DE AZEVEDO


Atitudes como a do Grupo Editorial Global, que praticam a preservação efetiva da História de S. Paulo, merecem elogios. Desprezou soluções fáceis e óbvias e instalou sua sede na Casa Ramos de Azevedo, Rua Pirapitingui, 111 – Liberdade. Preservando a residência do genial arquiteto e construtor que moldou a Paulicéia Desvairada. Uma cidade quase encantada que existiu antes, e no mesmo lugar, da Sampa Desorientada.

Manter a sede ou escritório num casarão histórico, para certas atividades e profissões, é elegante e refinado, além de uma declaração contundente de respeito e comprometimento com a cidade. Infelizmente poucas empresas têm esta inteligência ou sensibilidade social. Coitadas!

Qualquer dia vou colocar nas minhas paulistações uma foto do belo sobrado da Miguel Giannini Óculos, na Bela Vista, adepto entusiasta desta política esclarecida.

A opção por uma foto sem correções e tratamento da Casa Ramos de Azevedo é para mostrar quanto os fios dependurados enfeiam e violentam nossa cidade, ganharemos muito quando fiação for subterrânea.

Parabéns à Global Editora, vejam o site da história da sede: