sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Origem d'O Horla – Frank Miller


Meio, o anão replicado, de repente, pulou na frente do carro.

“– Para aqui mesmo Doc, lá tá muito cheio.”

Era um flanelinha que trabalhava no Bixiga, em todos os lugares e em vários serviços. Nunca vi dois juntos, mas aposto que existem umas 50 réplicas dele. O restaurante era longe, uns 300 metros, na rua paralela, mesmo assim obedeci e paguei o que pedia. Estava quente e as ruas começavam a ficar congestionadas.

O almoço com os amigos acabou às 4 da tarde. Tinha tempo, fim de semana prolongado, 92 horas sem plantão, só ia pegar a estrada no fim da noite. Resolvi dar a volta no quarteirão, arriscar um Café novo. No meio do caminho havia um sebo; sempre há um sebo novo no Bixiga. Proliferam antiquários no bairro, surgem e somem misteriosamente, porém os donos não mudam, devem fazer rodízio, são sempre os mesmos.

Meio estava sentado na porta. “– Entra Doc, tem muito gibi por aí”.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Painel de Azulejos do Largo da Memória

O ‘Obelisco do Piques’, ou ‘Pirâmide do Piques’, e um nó desconexo no meio da cidade de S. Paulo. Cheio de enigmas, lendas e histórias. Ninguém sabe direito porque foi erigido e o que homenageia. Já comentei este mistério em 2014, quando o monumento fez duzentos anos (clique e veja). 
Todo mundo conhece o lugar, passam por lá apressados e sem prestar muita atenção. Assim, acho importante ressaltar um item esquecido desse monumento: o painel de azulejos, que envelhece e se empana na sombra da figueira centenária. Utilizando para isso fotografias e ampliações de detalhes. As imagens evocam a própria Ladeira do Piques nos seus dias de glória. Revisitar era uma mania do autor, Wasth Rodrigues.
O 'Largo do Piques' sempre foi um dos portais de S. Paulo, por ele os Bandeirantes saíram para inventar e inventariar o Brasil.