terça-feira, 9 de maio de 2017

PALAVRA APÓS PALAVRAS - BENTO FERRAZ


Li o livro azul de Bento Ferraz ‘Palavra Após Palavra’, página após página, poema após poema, porto após porto, paragem após paragem. Foi como navegar num barco a vela, porque a gente nunca sabe direito para onde o sopro da inspiração do poeta vai nos levar. Se a uma enseada, a uma noite estrelada ou à simples decifração dos mistérios arcanos. Os temas e as rimas são inesperados, incontáveis e surpreendentes como os rebrilhos das águas na superfície do mar.

O livro navega entre belezas e surpresas, nos carrega para o casulo mágico do autor, tecido entre vastidão do céu e a imensidão do mar. Às vezes os sentimentos poetizados e os achados poéticos são tão novos que precisamos ler outra vez para ir além da novidade e chegar ao entendimento e à fruição.

O conjunto de poemas semelha uma galáxia de maravilhas e espantos, de constelação de brilhos poéticos que supreendem, sempre e de novo. Nesse universo de assombros – com minha luneta finita – identifiquei três estrelas de primeira grandeza: ‘Ruptura’, ‘Neurônios de Orson’ e ‘Pelo menos até que a manhã chegue’.

Depois da leitura fiquei maior.

3 comentários:

  1. Gratíssimo pelas palavras generosas, meu querido poeta Douglas Bock, fique com um abraço imenso.

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  2. Foi um prazer a leitura, Bento Ferraz

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  3. Poetas sabem falar de poesia. Grande intuição poética a sua, Douglas Bock. Sua apreciação parece um espelho que reflete em seu fundo uma imagem sensível da poesia de Bento Ferraz. Esses diálogos com a poesia me dão muita alegria. São muito importantes para o poeta mesmo e para o público em geral. São trocas estimulantes para todos os envolvidos.

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