quarta-feira, 19 de julho de 2017

POEMAS CORTANTES

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O homem interroga o universo desde que abriu os olhos, jogava cara e coroa com ossos de animais. Do jogo de dados ninguém sabe a procedência. Argumentam que a roleta foi pensada por Pascal, aquele do ‘caniço pensante’.
O Xadrez foi prepotente, se acreditou a emulação da compelexidade do mundo até perder para o Deep Blue.
Agora apostamos na inteligência artificial. Vamos morder de novo maça?






Quando, em 1923, Edwin Hubble descobriu que fora da Via Láctea existiam outras galáxias e que elas – as galáxias – fogem uma das outras cada vez mais rápido, percebeu que o universo ou universos são infinitos e incognoscíveis, porém têm registro de nascimento: Big Bang.
Quem sabe, quando estiverem longe o suficiente, poderemos parar de pensar nelas. dumplec duplim





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4 comentários:

  1. Esplêndidos os oito poemas. Em "Esgrima", percorre-o belo efeito sinestésico, bem arrematado na imagem das cicatrizes. E de fato, sentimos os lanhos da lâmina. O poema mesmo é uma espada cortante: a dor e o prazer andam rentes ao gume.

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  2. Obrigado pelas palavras Vilma Maria.

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  3. O "Minotauro de Dante" é grandioso. A assonância e aliteração neste poema somados aos ecos que ressoam criam no poema uma atmosfera atemporal em que a eternidade parece estar zunindo nos ouvidos. E o ritmo torna essa imagem mais nítida.

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  4. Obrigado pelo pela leitura inquietante, atenta e luxuriante.

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