segunda-feira, 6 de abril de 2020

56 LANCES DE DADOS - Livro-Lúdico





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REGRAS DO JOGO

56 Lances de Dados é um livro-lúdico comandado pelo acaso.
A ordem de leitura dos poemas é sempre aleatória, depende
dos dados jogados. Assim as séries de sequências ofertadas
pela sorte formam um pequeno infinito pessoal. Cada leitor
– em cada leitura – terá uma experiência única e inesperada.

São 56 poemas porque este é o número total de combinações
possíveis quando três dados são lançados. Apesar da aleatoriedade
e dispersão dos poemas, o conjunto compõe um universo coerente
que gravita em torno de alguns ‘atratores estranhos’ da Cultura
humana, especialmente selecionados. O livro-jogo é um
micro-cosmo mutante que se transforma se renova cada vez
que é recriado.

Como fazem as Bandas de Rock acho importante enumerar as
influencias que se entrecruzam na coleção de poemas, ao menos
as já conhecidas, conscientes e assumidas.

A primeira, omnipresente, é o livro Un Coup de Dés, de Stéphane
Malarmé, que desassossegou para sempre os territórios da Poesia.
O autor gostava de dizer que seu poema-marco era uma visão
prismática da realidade. Com base nisso cada um dos  56 Lances
de Dados comenta um prisma recortado do texto célebre.

Os poemas estão organizados em sete grupos temáticos, Seis
sextetos e uma vintena, Os sextetos (onde sempre ocorrem duplas
de dados) remetem aos seis dias da Criação e (grosso modo)
revisitam o sentido bíblico atribuído a cada um deles. 

O sétimo grupo, de 20 poemas (com três dados diferentes), enfoca
turbulência ou o divertissement de Pascal (coisas que fazemos para
passar o tempo). O Filósofo era especialista em apostas, jogos,
roletas e probabilidades.

O terceiro eixo brinca com a trindade de mistérios modernos: a Teoria
da Relatividade, a Mecânica Quântica e a Teoria das Cordas. Trinca de
enigmas arcanos que nos assediam e ainda continuam precariamente
revelados.

Também transitam pelos poemas dois personagens carinhosamente
convidados: Petrônio, que desiste, e Penélope que espera, medita
sonha, deseja e persiste.

O mais é deslembrança, susto, surpresa e inquietação.


Sobretudo, gostaria de agradecer a Edivaldo Soares da Silva e Daniel Bock
 pela concepção técnica do livro-jogo 56 Lances de Dados. 

4 comentários:

  1. O jogo é bom, começando não da para parar.

    Parabéns pela iniciativa Douglas.

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  2. Vilma Silva [transcrito do Facebook] as possibilidades são infinitas. Nietzsche diz que não. Quando todas as coisas já se cumpriram, o universo retorna e desenrola a mesma trama em eterna repetição. Tudo que já foi antes será, e assim infinitamente. O infinito de Nietzsche é este.

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  3. Vilma Silva, Nietzsche é Nietzsche, e vice-versa. Ainda não somos super-homens, sobrevivemos, pensamos, duvidamos e nos desgastamos. Vale citar Adoniran? "Fica[mos] dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá".

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  4. Laudelina NL [transcrito do Facebook] "Volúveis laços feitos e desfeitos..".
    Um poema existencial, uma leitura da finitude humana feita de uma forma clara, objetiva apesar de analogias.
    Um tipo de reflexão, um olhar para dentro e fora.
    Gostei muito!
    Ah, o "dando vorta em vorta da lâmpida..." foi um toque legal, alegre, até de uma ironia com leveza, diante da perplexidade da existência.
    Parabéns, Douglas Bock!

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