quinta-feira, 21 de maio de 2020

Bixiga – 17/jun/2018 – Adoniram

Bixiga – 17 / jun / 2018

Adoniram e eu gostamos da S.Paulo de cachecol, e do italiano mais milanês, por isso preferimos nos esbarrar por aí no inverno.
Não me agrada o Adoniran mito, logomarca, tatuagem, de chapeuzinho de aba curta e olhar paralisado. Prefiro trombar com ele por aí paulistando, namorando a cidade. A última vez foi no viaduto Major Quedinho.
“– Olá Adoniram passei uma tarde linda, ouvindo você cantar 'Tiro ao Álvaro' e vendo o por do sol –  tudo isso num bar de Florença. Não pé estranho?”.
“– Sei disso. Pena que é preciso ir cada vez mais longe para me ouvir”.
Implícito, concordei com ele.
“– ‘Porque as rádios não tocam meus sambas? Por quê? Algum crime que fiz?’ (do CD Documento Inédito)”.
“– Pois é Charutinho (conheci Adoniran com este nome), nem o ‘Arnesto’ – aquele que convida p´ro samba mas não espera – sabe explicar”.
Nos afastamos pensativos, cruzei com uma garota com um ‘Adoniram’ tatuado na bunda. Não evocava nada, era um signo descolado de significado, um enfeite copiado, feito um clips na alça da blusa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário