terça-feira, 2 de abril de 2013

ATLANTES E CARIÁTIDES EM SP



Atlantes e Cariátides são aquelas figuras antropomórficas usadas na Arquitetura como colunas ou suportes de arcos. Quase nenhuma escola arquitetônica deixou de se aproveitar desse recurso estético. São Paulo ainda tem um monte dessas criaturas espalhadas pela cidade, meio escondidas, sujas e violentadas de diversas formas. Quanto tempo resistirá a espécie?

Um dos conjuntos mais interessantes de Atlantes fica no Edifício York, Rua São Bento, 290. Dois pares de gigantes, infelizmente desfigurados por muitas demãos de tinta.


Existe outro belo grupo – já com cores Blade Runner – no prédio do Circulo Esotérico da Comunhão do Pensamento, na rua Dr. Rodrigo Silva, 55, perto da Praça João Mendes. Quatro Atlantes gêmeos univitelinos, enredados pela fiação elétrica e resistindo contra todos os desprezos. Um deles com um braço perdido na batalha.

Cariátides também nos vigiam nas alturas, as mais bonitas estão no Palácio da Justiça na Praça da Sé. Pena que apenas dois modelos básicos  com livro e com papiro – com irmãs replicantes nas demais janelas.

Desgarrado e solitário vive um pobre Atlante no terraço de um sobrado na Rua Almirante Marques Leão, 353 – Bixiga. Aposentando, talvez por idade, sem bolsa família, não suporta mais nada, apenas olha tristonho para a rua quieta. Este Blog, compadecido, resolveu colocá-lo entre as duas belas Cariátides, para consolo e alegria, ao menos na sua fortuna virtual.



Juntaram-se ao grupo mais dois pares de Atlantes (gostam de duplas, talvez para conversar na monotonia das horas). Prestam relevantes serviços na Rua Benjamin Constante, 177, perto da Casa das Arcadas. Como eram fotogênicos e estavam limpinhos e bem cuidados, ganharam homenagem no cabeçalho do Blog em novembro de 2013.

Os Atlantes da Pinacoteca.


Um casal de Atlante e Cariátide que envelhece junto e sustenta o Palacete Nacim Schoueri, no Parque Dom Pedro / fim da Ladeira Porto Geral.
(Obrigado pela dica Alberto Viana)











4 comentários:

  1. Parabéns! Gosto muito dos Atlantes. Conheço alguns que estão quase morrendo de tanta angústia e solidão, e, principalmente tristeza, pelo descaso do poder publico que gasta milhões com virada cultural, em que, não promove cultura a ninguém. Mas, não olha para as obras clássicas públicas que contam a história da Cidade.

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  2. Muito abrigado, José Lourenço, pelo seu comentário. Temos que no futuro, como as espécies extintas, os Atlantes e as Cariátides paulistas só serão conhecidas pelos registros fotográficos. Porque, para os proprietário, que não existem incentivos para a restauração, nem mesmo dedução de impostos.

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  3. Obrigado pela informação, não sabia que estas formas tinham nomes específicos. Sempre presto atenção nos citados atlantes do Círculo do Pensamento, nos da Rua Benjamin Constant (Edifício Xavantes se não me engano) e nos do Edifício York. Há também dois no Palecete Nacim Schoueri.

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  4. Obrigado pelo comentário, Alberto Viana.
    Gostei da dica sobre o Palacete Nacim Shoueri, numa das minhas caminhadas vou passar por lá, fotografar e colocar no Blog Paulistando.

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